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GT Educação e Saúde

O GT Educação e Saúde teve como princípio a construção coletiva do saber por meio do Monitoramento Comunitário, respeitando os processos próprios de educação, de modo a identificar práticas vulneráveis, fragilidades e danos causados pela pandemia de Covid-19. O público alvo foram professores e diretores das Escolas Indígenas Xakriabá, Agentes Indígenas de Saúde, Agentes Indígenas Sanitários, jovens indígenas pesquisadores e estudantes interessados nas ações de educação comunitária e saúde. Foram desenvolvidas atividades virtuais no período de fevereiro a maio de 2021. Tais atividades seguiram as seguintes temáticas: 1) Origem da Pandemia; 2) Espacialização local da pandemia; 3) Saúde e população; 4) Educação e Saúde. O cuidado foi um tema transversal que permeou todo o trabalho. A equipe mediadora, composta por docentes e discentes do grupo de pesquisa UFMG/IFNMG, ofereceu materiais para embasamento das discussões conforme as temáticas propostas em momentos assíncronos. Os momentos síncronos aconteceram em dias previamente agendados com o grupo, por meio do Google Meet. Nestes, as discussões eram sistematizadas e apresentadas para apropriação.

Durante os trabalhos, os participantes produziram textos, áudios e gráficos com dados coletados junto ao sistema de saúde local. Os gráficos, por exemplo, foram alocados em mapas desenvolvidos pela Oficina Produção de Mapas. Durante as discussões, vários assuntos emergiram e foram aprofundados como a vacinação, o impacto das fake news, e usos da medicina tradicional no contexto pandêmico. Discutiu-se ainda sobre riscos específicos das atividades coletivas e criou-se uma escala de risco específica para a realidade local (Imagem abaixo). Na temática Educação e Saúde foram levantadas discussões sobre como a pandemia afetou as escolas, a vida escolar e a saúde; sobre as ações da escola na comunidade, como multiplicadora de informações qualificadas.

GT Educação e Saúde_Escala de risco.jpg

Por fim, a experiência geral do GT foi sistematizada e apresentada aos participantes, entre outros, por meio de um breve vídeo com texto elaborado pela discente do IFNMG Tainara Lopes (link abaixo). Além deste primeiro vídeo, estão sendo confeccionados, um jogo de tabuleiro sobre classificação de risco, um livreto e outros vídeos que deverão consolidar todo o trabalho desenvolvido e apoiar ações de educação e comunicação locais. A organização comunitária, aspecto marcante de luta e resistência na população indígena Xakriabá, bem como o cuidado com a terra, o corpo e a mente foram primordiais no desenvolvimento desse GT. Sem o esforço coletivo de acumular estratégias e ferramentas que possam servir de suporte na dinâmica das aldeias, diante dos enfrentamentos com esse tempo de pandemia, ficaria sem sentido a construção conjunta do conhecimento. A expectativa é a de que os participantes do grupo de trabalho (professores, agentes indígenas de saúde, estudantes) munidos dos produtos finais estejam preparados para desenvolver suas atividades de maneira efetiva e eficiente, contribuindo com as lideranças nas discussões para a tomada de decisões que envolvam os temas trabalhados.

Acesse o vídeo da experiência de trabalho aqui.