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Oficina Consulta ao Banco de Dados

O monitoramento realizado nas entradas da TIX produziu, entre os meses de maio e outubro de 2020, registros de deslocamento dos transeuntes (idade, origem, destino, entre outros) que foram preenchidos em tabelas manuscritas. Estes registros foram transcritos para planilhas no Excel, que compiladas em um único arquivo formaram um banco de dados. Diante da extensa base construída (mais de 60.000 registros), surgiram dúvidas, entre os Xakriabá, sobre como poderiam ser consultados esses dados e como manejar de forma mais eficiente as ferramentas do Excel. Pensando nisso, o Grupo de Trabalho Sistematização da Experiência do Monitoramento e Contra-Cartografias, dividiu suas ações em três oficinas, sendo uma delas a Oficina Consulta ao Banco de Dados. Esta oficina foi conduzida por três estudantes de graduação da UFMG com apoio de uma pós-doutoranda, e elaborada para ocorrer em quatro encontros. Primeiro, foram apresentados o Excel e suas principais ferramentas. Depois, questionou-se aos participantes quais informações eles gostariam de extrair do banco. No segundo momento, foi apresentado um guia sobre como encontrar tais informações. No terceiro encontro, os participantes tiveram contato com o banco completo e surgiu o questionamento de como passar pelo processo de análise dos dados para a produção de informações e conhecimentos.

 

Diante desse importante processo reflexivo, um dos professores da equipe UFMG que atua na área de demografia, no encontro de fechamento, argumentou sobre o processo de análise que implica em perceber e confrontar os números com a experiência de pesquisa por eles vivida. A participação assídua dos Xakriabá nos encontros foi fundamental, uma vez que a perspectiva de quem atuou nas barreiras e de quem reside no território na interpretação dos dados fornece elementos que o banco e os dados quantitativos sozinhos não conseguem alcançar. O uso do banco de dados, além de validar os esforços do monitoramento, pode auxiliar no reconhecimento de questões importantes para a gestão do território de forma soberana e, assim, apoiar as ações da organização comunitária local.

 

Abaixo segue um exemplo de resultado alcançado no processo conjunto de consulta aos dados do banco do Monitoramento Comunitário Xakriabá: Tabela e gráfico produzidos em consulta conjunta ao banco de dados do Monitoramento Comunitário Xakriabá entre equipe UFMG e representantes indígenas.