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Território Quilombola de Abacatal

VISÃO GERAL 

O Território Quilombola de Abacatal é situado na região metropolitana de Belém, no lado Sul do município de Ananindeua, a 12 Km da BR-316. Tem sua origem em 1710 e neste ano de 2020 completou 310 anos. É um território de herança: o dono era um conde português de nome Coma Melo, que teve uma área de terra de 3 marias, onde produzia várias culturas como a cana-de-açúcar, o cacau, entre outras. Ficou como herança para 3 filhas que teve com a escrava da casa, Olimpia. Hoje a comunidade está com 152 famílias, e às margens do rio Uriboquinha e na terra firme são aproximadamente 520 habitantes. Temos no território uma escola de ensino fundamental menor, um ponto de acesso a saúde, mas não temos saneamento básico e segurança. A comunidade está na área periurbana de Ananindeua, mas ainda é uma área rural localizada a aproximadamente 10 ou 12 km do centro do município de Ananindeua.

Portão da comunidade 1 - Vanuza Da Conc
Abacatal escola 1 - Vanuza Da Conceiçao

TÓPICO CENTRAL

A relação do projeto com as comunidades está nas alternativas de desenvolvimento decolonial que vem com a proposta de elaborar uma contra-cartografia dos territórios urbanos tradicionais. A comunidade pode apontar mudanças ao longo do tempo e como isso a influência diferentemente, podemos pontuar nesse projeto como ela se relaciona com essas mudanças e como está sendo esse processo que pode ser um processo violento, também como a comunidade encara isso e faz essa linha do tempo dessas mudanças. Então, o projeto de contra-cartografia é importante, porque a gente pode criar uma nova cartografia desses territórios, dessas comunidades, em que a própria comunidade dando esse depoimento pode encontrar e trabalhar, esse o ponto fundamental nessa nova cartografia.

TESTEMUNHO PESSOAL

Manoel dá Vera Cruz

Liderança na Comunidade Quilombola de Abacatal. Em seu testemunho citou várias pressões do capital em torno do território, pressões que eram apontados em 1998/1999, e que mesmo tendo passado 20 anos, há problemas que são recorrentes e aparecem nas pautas de reivindicação da comunidade, como a violência que aumentou, mudanças climáticas, entre outras situações que o meio urbano trouxe para o rural e essas mudanças espaciais são percebidas pela comunidade.